PCI

quinta-feira, 24 de outubro de 2013


Uma semana após a sessão de Iodoterapia (Iodo 131)  voltei ao hospital para fazer a Cintilografia, mais conhecida como PCI ( Pesquisa de Corpo Inteiro).
 Dessa vez eu fui desacompanhada. Ao chegar lá reencontrei a minha companheira de quarto Dna. Crispiana, rs, foi bom revê-la, ela estava tão ansiosa quanto da primeira vez que a vi, quando   fomos internadas. A primeira coisa que me disse foi – Esse exame é pior  do que o iodo, tudo bem   eu sou agitada, você vai tirar de letra. Eu sorri para ela e disse – Então bora , neh! Só viemos constatar que está tudo bem. Ela olhou para mim e soltou um largo sorriso.
Entrei na sala, a médica pediu pra me deitar em uma máquina imensa, me amarrou toda e pediu para não me mexer, mas que podia respirar normalmente (achei engraçado porque se eu respirasse normalmente, automaticamente mexeria, rs) Damos então início ao processo. A única coisa que eu precisava fazer era ficar quieta, nada mais. A máquina estava mapeando o meu corpo, pra saber se estava tudo bem, como foi a reação e quanto de iodo restava no corpo e se ainda existia presença do material cancerígeno.  Estava tudo tranquilo,  até o momento em que eu não aguentava mais, a minha garganta coçava e eu estava desesperada pata tossir.  – Eu disse, Dra. Vai demorar? Eu preciso tossir, não dá pra segurar mais. Ela respondeu – Pode  tossir, rs. E eu singelamente disse – Se eu tossir vou me mexer, não dá! (foi engraçado, a equipe médica que alí estava riram muito, porque eu já podia me mexer!!! Rsrsrs) Me deu uma super crise de tosse,  depois passou.
O exame é demorado, mas é traquilasso. Você deita na máquina, fica quietinha e espera o médico te dizer que acabou e que  já pode se mexer. Depois disso é só aguardar o resultado.

Ah! Importante! Após terminar a Dra. disse – Renata, a partir de agora vida normal, tah! Já pode pintar cabelo, fazer as unhas, comer direitinho (ainda não sinto o gosto das coisas, o paladar não voltou ao normal), não precisa mais separar os talheres. E eu brinquei – Então já posso pegar os bebês, sair abraçando todo mundo e jogar para cima os filhotinhos da minha cachorra?! Rs, - Sim, ela respondeu sorrindo. Só não pode ter um bebê. Isso não pode (beleza, neh! Não está nos meus planos, não mesmo!), antes de sair do hospital eu tive que assinar um termo de que não engravidarei nos próximos 6 meses, a medicação é muito forte, pode gerar sérios problemas ao feto e também à mulher. Eu assinei o termo.

Não tem porque temer. As coisas são símplices assim. Basta confiar que Deus está ao no controle.
Não é autoconfiança e nem autossuficiência,   é dependência, sim dependência de Deus, porque a paz que eu sinto em minha alma não é porque tudo vai bem, sou humana, mas recebo de Deus uma paz que só Ele pode me dar.

2 comentários:

Keziah Vargas disse...

Amei..amiga....Vc é uma guerreira viu!!! AMO VC!!!!

Renata disse...

Que bom que gostou do depoimento. As misericordias de Deus é que me mantém de pé.
*-*
Também te amo, e muito!







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